Cuidar de um aquário é uma tarefa prazerosa e ao mesmo tempo delicada: além das espécies e da quantidade de peixes, das plantas, dos equipamentos é preciso estar atento à qualidade da água.
A água é peça chave para o equilíbrio da vida no aquário. Nela, vão acontecer os processos biológicos que fazem parte do ciclo de vida dos peixes. É ela também uma das grandes responsáveis pela beleza do aquário. Afinal, quem vai admirar um aquário com água turva, em que mal é possível ver seus habitantes (se é que sobra algum vivo nessas condições)?
Portanto, para quem quer montar e manter um aquário bonito e saudável, há alguns passos a serem seguidos. Uma regra básica: cloro e peixes não combinam. Assim, a primeira dica para quem vai montar um aquário é eliminar o cloro da água fornecida pela rede pública de abastecimento. Basta deixar a água “descansar” num recipiente por ao menos um dia para que o cloro dissolvido evapore. Antes de colocá-la no aquário, é conveniente usar um kit de testagem de cloro para assegurar que a substância foi eliminada.
O cloro não deve ser utilizado nem na limpeza do aquário. “Ao contrário de uma piscina, que usa basicamente o cloro, essa desinfecção será feita por meio de ozona ou ultra violeta”, indica Paulo de Tarso Ferraz Meira, biólogo do Aquário Municipal de Santos.
A limpeza da água, em geral, significa controle de substâncias em solução na água ou em suspensão, muitas produzidas pela própria vida existente no ambiente, como a amônia e o nitrito. É importante atentar para os níveis adequados dessas substâncias, que devem ser compatíveis com o tipo de animais escolhidos para habitar o aquário. Retire também plantas e animais que venham a morrer.
É preciso ainda testar a acidez da água, cujo nível de Ph deve estar adequado aos tipos de animais escolhidos. Há peixes que se adaptam melhor às águas mais ácidas e outros a ambientes mais alcalinos, por exemplo.
Além disso, mensalmente renove 15% a 20% da água do aquário, sempre retirando o cloro. São procedimentos básicos que servem a qualquer aquário, inclusive ao gigante Aquário Municipal de Santos, que utiliza cerca de 150 mil litros de água por semana na lavagem de filtros e nas trocas parciais de água. “Basicamente, o tratamento é o mesmo dado para um aquário doméstico, só que com maior cuidado e preocupação”, ressalta Paulo.