Revista Pool-life | Edição 67


SE SUA PISCINA DE AZULEJO NÃO É MAIS A ATRAÇÃO PRINCIPAL DA ÁREA DE LAZER, ESTÁ NA HORA DE UMA MUDANÇA RADICAL. CORES VIVAS, NOVOS REVESTIMENTOS E ACESSÓRIOS VÃO RECUPERAR O VISUAL E TORNÁ-LO MAIS CONVIDATIVO. VEJA O QUE FAZER PARA TRANSFORMÁ-LA,
OS CUIDADOS NA RECUPERAÇÃO E TIRE PROVEITO DO RESULTADO.
 
 
Depois de 10, 20, 30 anos, a piscina, que já foi a estrela da casa, não atrai mais a atenção. Os azulejos, desbotados, dão um aspecto antigo ao conjunto e o elemento que antes centralizava o lazer passa a maior parte do tempo escondido por uma capa de proteção. Se você se identificou com esse exemplo, é hora de partir para a reforma.
 
Sempre que se pensa em renovar a piscina, o primeiro item que logo vem à cabeça é a mudança de revestimento, mas, muito antes disso, é preciso examinar o estado da estrutura. "É a hora ideal para detectar vazamentos, verificar a condição da tubulação e, em alguns casos, refazer a impermeabilização", indica Ronald Almendra Filho, diretor da Planeta Água Piscinas.
 
Piscinas revestidas com azulejo podem ser construídas com base em dois métodos diferentes: alvenaria estrutural e concreto armado. No primeiro, as paredes são erguidas com blocos preenchidos com concreto e malhas de ferro verticais e horizontais. Menos do durável que uma estrutura de concreto armado, essa construção é mais vulnerável às oscilações do solo. O que torna a piscina de concreto armado mais resistente é a reforçada estrutura de ferragens. “As paredes funcionam como um sanduíche, pois no centro é que ficam a malha de ferro e o concreto”, ensina Ronald. Segundo ele enquanto uma piscina de concreto armado dura de 30 a 40 anos, a de alvenaria não ultrapassa os 30 anos.
 
Se você comprou a casa já com piscina verifique qual método construtivo foi utilizado. Isso vai ajudar na hora de refazer impermeabilização. “Como está mais sujeita à movimentação, a piscina de alvenaria deve receber um impermeabilizante flexível; já a de concreto suporta um sistema rígido”, acrescenta Almendra.
Resolvidos os problemas de estrutura, chegou o momento de dar cara nova à piscina. Além do conhecido azulejo, o mercado disponibiliza inúmeras opções de materiais de revestimento e cores variadas.
 
A mais conhecida e atual é a pastilha, que pode ser de vidro, cerâmica ou porcelana, em modelos de 1 X 1 cm até 10 X 10 cm, mas os mais comuns são os de 2 X 2 cm e 2,5 X 2,5 cm. Procure escolher pastilhas que tenham borda arredondada para evitar cortes dentro d'água. Para o assentamento opte pelo rejunte epóxi, que é mais flexível.
 
Se você deseja reduzir os gastos com revestimento, a melhor opção é o vinil. “Há pessoas que mantêm o azulejo e colocam o vinil por cima. Ele fica marcado, mas é uma solução”, sugere Almendra. Para a instalação ficar perfeita, é aconselhável a remoção dos azulejos. Também é preciso substituir o ralo da piscina e os dispositivos por modelos adequados ao novo material, além de a primeira fiada de pedra da borda ter de ser retirada para a colocação do perfil de fixação que prende o vinil.
 
Só é possível substituir o azulejo por vinil em piscinas com profundidade superior a 50 cm. “Se você tiver uma prainha ou um degrau com apenas 20 cm, por exemplo, a pressão que a água exercerá sobre essa área não será suficiente para manter o material fixado, levando ao surgimento de bolhas”, alerta Almendra.
 
Em todos os casos, o mais importante é selecionar revestimentos específicos para piscinas, que respeitem a NBR 13818, da ABNT — Associação Brasileira de Normas Técnicas.
 
IMPERMEABILIZAR PARA DURAR
 
Um dos erros mais comuns em reformas de piscina é trocar os revestimentos e acessórios por peças modernas sem reparar se a base (a impermeabilização) para esse novo visual permanece eficiente. “Uma piscina com mais de dez anos de vida não merece apenas a troca de um azulejo. É preciso refazer a impermeabilização porque sua vida útil está no fim”, alerta Lourenço Alberto Granato, engenheiro civil e diretor comercial da Casa Seca Impermeabilizações. Mesmo se a piscina não apresentar infiltrações, Granato explica que a aparente economia no presente pode tornar-se gasto dobrado no futuro próximo. “Muita gente opta apenas pela troca dos revestimentos e, em menos de dois anos, os problemas aparecem. Aí será inevitável refazer a impermeabilização e outros revestimentos terão de ser comprados novamente”, lembra.
 
A impermeabilização da piscina eleve levar em consideração sua localização — se está enterrada no solo ou sobre uma laje — e, consequentemente, selecionado um sistema rígido ou flexível. Enterrada no solo, a piscina poderá estar suscetível à pressão negativa da água proveniente do lençol freático. Nesse caso, a melhor alternativa é o uso de sistemas rígidos, como a cristalização especial, cimento polimérico ou argamassa aditivada com hidrófugo. Em situação oposta, sobre uma laje, por exemplo, a piscina está mais sujeita à fissuração e deve receber uma impermeabilização flexível, como a manta asfáltica, a resina termoplástica, o asfalto oxidado moldado in loco ou a manta de butyl ou EPDM. Todos os sistemas devem obedecer às normas da ABNT.
 
Após a impermeabilização, e antes do revestimento, assenta-se uma camada de argamassa, de aproximadamente 2 cm, que é responsável pela proteção mecânica. “Imagine que você tenha impermeabilizado a piscina, mas após seis meses o revestimento escolhido apresentou problemas. Nesse caso, dificilmente será necessário refazer a impermeabilização, porque a camada de argamassa vai evitar o contato direto com o produto, que ainda tem uma vida útil de 15 a 25 anos, variável conforme a eficiência da aplicação”, completa Granato.
 
PEQUENOS REPAROS
 
Antigamente, para fazer qualquer reparo na piscina, era necessário esvaziá-la, correndo-se o risco de trincar a estrutura e comprometer a construção. Hoje, ao se notar um vazamento, para se fixar um ralo de fundo, uma escada ou um dispositivo de retorno, trocar uma lâmpada, repor alguns azulejos ou limpar mancha e crostas no revestimento, dificilmente será necessário tomar medidas drásticas. Algumas empresas oferecem o que é chamado de conserto subaquático.
 
Os reparos podem ser feitos em piscinas de fibra, vinil, alvenaria e concreto armado. "“No caso de vazamento, fazemos a detecção eletrônica, assim fica fácil descobrir se o problema é com a tubulação ou com a própria estrutura”, explica Alexandre Pedro da Rocha, técnico subaquático da Subservi Serviços Aquáticos.
 
Se o problema for estrutural, Rocha acrescenta que o conserto pode ser feito pelo rejunte ou pelo contrapiso. Quando é necessária a retirada de algum azulejo, o conserto é executado e o revestimento reposto sem a retirada da água. “Os equipamentos são tão precisos, que esvaziar a piscina é o último recurso”, completa Rocha.
 
O técnico frisa que a piscina nem precisa ser interditada. "É comum realizarmos os reparos de madrugada em piscinas de clubes e academias para evitar transtornos para os usuários", completa.
 
CAPRICHE NOS DETALHES 
 
Quando a piscina está em bom estado, ou seja, recém-construída e impermeabilizada, qualquer simples alteração, como a mudança da borda, a implantação de uma cascata ou até mesmo o plantio de vegetação em seu entorno, causa grande impacto. Na foto acima, a arquiteta Flávia Ralston abusou do contraste entre o verde das plantas e o azul da piscina, criando um ambiente fantástico nesta área de lazer.
 
Thaís Lauton
 
 
COLABORAÇÃO
 
CASA SECA IMPERMEABILIZAÇÕES 
Tel. (11) 5581-7933, São Paulo, SP.
 
FLÁVIA RALSTON 
(11) 5051-4090
 
PLANETA ÁGUA PISCINAS
Tel. (11) 4412-9444, Atibaia, SP.
 
VIAPOL
(12) 3653-3144
 
SUBSERVI SERVIÇOS AQUÁTICOS
Tel. (47) 435-5754/9978-3954, Joinville, SC.

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