Dengue: muito cuidado com as piscinas
O Brasil está vivendo uma epidemia de dengue desde o final do verão e os números de pessoas atingidas pela doença não param de subir. Dados indicam que o País já registrou mais de 3 milhões de casos prováveis, e 2024 já é considerado o ano com maior número de mortes pela doença no século. Uma das formas de evitar a dengue, que em sua forma hemorrágica pode levar ao óbito, é eliminando os focos do mosquito Aedes aegypt – transmissor do vírus – que gosta de água parada. E as piscinas estão na lista de locais que devem estar sempre clorados para evitar a proliferação do inseto.
Há algumas medidas simples que os proprietários e tratadores de piscinas devem manter para que esses espaços de lazer não se transformem em criadouros do mosquito. A primeira é manter a água tratada com cloro uma vez por semana, seguindo a concentração indicada no rótulo do produto – uma vez que a quantidade varia de acordo com o tamanho e as especificidades de cada piscina. Outra ação importante é manter o pH da água na medida correta, o que aumenta a eficácia do cloro.
A filtragem diária também é fundamental para a manutenção das piscinas, especialmente para impedir a presença de matéria orgânica que serve de alimento para as larvas. Além disso, ralos e canaletas de drenagem devem ser limpos semanalmente, e piscinas que não estão em uso precisam ser cobertas por capas, telas ou lonas, evitando o acúmulo de água e detritos, como folhas, sobre a cobertura. “Mesmo as piscinas cobertas devem receber o tratamento com cloro com a mesma regularidade”, ressalta David Roca, da GENCO. Um cuidado especial também deve ser dado às bordas das piscinas, onde os mosquitos podem concentrar as larvas – uma vez que o mosquito deposita os ovos logo acima do nível da água. Por isso, essa limpeza deve ser feita com escovação.

ATENÇÃO PARA OUTROS ESPAÇOS!
- Elimine água parada em pneus, latas, garrafas vazias, plantas e vasos;
- Faça a limpeza regular da caixa d’água e mantenha sempre fechada, com tampa adequada;
- Verifique as calhas, retirando folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr por elas;
- Coloque lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira fechada;
- Elimine entulhos do quintal;
- O pote de água do animal de estimação também deve ser trocado com frequência.

TODOS DEVEM FICAR ATENTOS AOS SINTOMAS
Segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à dengue. Porém, indivíduos com condições preexistentes como mulheres grávidas, lactentes, crianças até 2 anos e idosos maiores de 65 anos têm mais riscos de desenvolver complicações.
O órgão informa que o indivíduo que apresentar febre alta (39°C a 40°C) de início repentino e pelo menos duas manifestações – como dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde.
Com o declínio da febre, o que geralmente ocorre entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, outros sinais podem indicar piora no quadro: dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou lipotimia; letargia e/ou irritabilidade; e sangramento de mucosa. Nestes casos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, que também vai avaliar se há aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) >2cm e aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de hemácias no sangue).
Fonte: Revista Pool-Life ED.93