23/7/2019 Saúde & Bem-estar


ANIMAIS NA PISCINA? 
Sim ou não?
 
É importante salientar ao leitor a importância de se manter a higiene adequada de suas piscinas em relação a diversas doenças que podem acometer humanos e animais. As doenças podem ser consideradas como zoonoses (acometem animais e são transmissíveis ao homem e vice-versa) e antropozoonoses (acometem o humano e são transmissíveis aos animais). 
 
Uma recomendação é não permitir o acesso de animais domésticos (cães e gatos) e silvestres (principalmente roedores) as piscinas, mesmo que estes sejam pertencentes à família no caso dos animais domésticos, pois são animais irracionais e não têm comportamento higiênico adequado. Uma das principais doenças veiculadas pela água é a leptospirose, transmitida pela urina de ratos e roedores silvestres contaminados pela Leptospira. Cães que estejam contaminados pela leptospirose podem transmitir essa doença para os humanos por meio da urina. As águas de chuvas podem carregar a Leptospira para água da piscina, contaminando-a. Existem também outras vias de infecção desta doença, tais como: contato da pele ou da membrana mucosa com a urina contaminada e, em menor probabilidade, pelo alimento. Portanto, deve-se condicionar os cães a eliminarem seus dejetos em lugares distantes das piscinas, de onde as águas pluviais não os conduza para o tanque de natação. 
 
 
MANTER A QUALIDADE DA ÁGUA DA PISCINA PROTEGE ANIMAIS E HUMANOS DA AÇÃO DOS MICRORGANISMOS. 
 
 
OUTRAS PATOLOGIAS 
 
Existem outras patologias que também podem ser transmitidas ao homem e aos animais tais como: 
 
a) micoses (doenças transmitidas por fungos): candidíase (Candida Albicans), que causa dermatites (problemas de pele) e vaginites (mulher), assim como a Malassesia pachidermatis e Malassesia restricta. Estes fungos são resistentes à ação do cloro. Acriptococose (causada pelo Criptococcus) é outro fungo, encontrado nas fezes de pombos, de onde podem contaminar o homem, dando origem a infecção pulmonar e meningite.
 
b) infecções bacterianas principalmente por Staphilocococus aureus (bactéria presente em microbiota da pele) que é um dos principais indicadores de poluição de piscina (muito frequente em piscinas públicas) e também chamados coliformes fecais.
 
c) infecções transmitidas por protozoários, como Críptosporidiose e a Giardíase, que podem ser transmitidas por meio de fezes contaminadas de cães e gatos. Essas doenças normalmente são mais encontradas em humanos e contaminam os próprios humanos, sendo muito frequentes em piscinas públicas onde crianças defecam na água. Um dos sinais clínicos mais comuns são febre e diarréia.
 
d) infecções parasitárias, “verminoses” (por Toxocara e Ancylostoma), essas são mais frequentemente encontradas em dejetos de cães em solos arenosos pois, em contato com o cloro da água da piscina, são facilmente inativadas.
 
 
 
MEDIDAS PREVENTIVAS 
 
Se, mesmo diante dos riscos, você decidir permitir que seus animais de estimação entrem na água da piscina, procure assegurar-se de algumas medidas preventivas importantes, como:
 
• manter a água da piscina sempre muito bem tratada, especialmente quanto ao residual de cloro livre (que inativa facilmente a grande maioria dos microrganismos);
 
• sempre fazer uma oxidação de choque logo após o uso da piscina pelos animais;
 
• frequentemente, coletar amostra da água e enviá-la para análise tanto físico-química quanto bacteriológica;
 
• submeter os animais a exames médicos periódicos;
 
• efetuar as vacinas completas (V-8 e anti-rábica) com reforços anuais ou nas áreas epidêmicas a cada seis meses (existem no mercado vacinas específicas contra leptospirose);
 
• retirar comedouros e bebedouros dos animais após as refeições; limpá-los e guardá-los pelo menos duas vezes ao dia, evitando assim que roedores se alimentem;
 
• manter a higiene de seus animais de estimação, fator que pode evitar o aparecimento de doenças pela eliminação das fezes e outras sujeiras impregnadas na sua pelagem, vermifugá-los semestralmente com remédios antiparasitários e, quando manifestarem algum problema de saúde, encaminhá-los para um profissional qualificado (médico veterinário) para serem devidamente tratados.
 
 
MEDIDAS CORRETIVAS 
 
Quando pequenos animais como ratos, sapos e outros forem encontrados mortos na piscina, retire seus restos com uma peneira e imediatamente faça uma oxidação de choque com 50 ppm (73 g/ 1.000 litros de água) de Pool-Trat Cloro Granulado Genco ou Genclor Granulado (83,3 g/ 1.000 litros de água). 
 
Se a água apresentar turbidez adicione também a dosagem recomendada do GENFLOC Clarificante e Auxiliar de filtração GENCO. Mantenha a filtração em funcionamento por 6 a 8 horas seguidas para que o cloro atinja todas as partes e equipamentos da piscina.
 
 
 
 
 
fonte: Revista Pool-life | Edição: 70


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