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FIQUE POR DENTRO DO MUNDO DAS PISCINAS

Aedes Aegypti




Popularmente conhecido como mosquito da dengue, o Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde, evitando o sol forte. Entretanto, mesmo com o tempo quente, é possível que o mosquito ataque em locais de sombra ou durante a noite.
 
A transmissão das doenças provocadas pela picada do mosquito não ocorre unicamente com essa mordida. O contágio é feito por meio do ciclo homem-mosquito-homem. A fêmea do mosquito pica a pessoa infectada pela dengue, mantém o vírus na saliva e o retransmite ao picar outra pessoa.
 
O Aedes Aegypti deposita seus ovos em diversos locais e os ovos transformam-se em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Uma das principais recomendações do Ministério da Saúde para o efetivo combate ao mosquito é evitar deixar água parada, dentro ou fora de casa, pois, os ovos do mosquito são extremamente resistentes e podem sobreviver vários meses até a chegada da água limpa.
 
Geralmente, os ovos são depositados em regiões urbanas, em locais que possuam pequenas quantidades de água limpa, sem a presença de matéria orgânica em decomposição e sais, assim como locais que possuam sombras e zonas residenciais.
 
Todavia, a pesquisadora Marylene de Brito Arduino, da Sucen (Superinten-dência de Controle de Endemias) de São Paulo, concluiu que o mosquito também pode se reproduzir em locais sujos. Segundo Marylene, o mosquito está se desenvolvendo em ambientes sujos e até em água salgada, o que não significa que ele possa se desenvolver no mar, pois, de acordo com ela, o sal mata as larvas, e pode ser utilizado para combater os criadouros.
 
Segundo a pesquisadora, o resultado mostra que é preciso se preocupar com possíveis criadouros antes ignorados, como latas de tinta e pneus com resto de óleo. “O mosquito está evoluindo. Todas as espécies tentam manter sua população. Se não encontram o ambiente que preferiam antes, acabam se adaptando ao que existe”, ressalta Marylene.
 
Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importante que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
 
Vale, portanto, ressaltar as principais medidas para combater o mosquito:
- Não deixar água parada em vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada;
 
- Manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores e cisternas, devidamente fechados;
 
- Usar repelente;
 
- Usar roupas compridas;
 
-  Evitar acumular lixo.
 
AEDES AEGYPTI, O PERIGO NAS PISCINAS
 
Foi-se o tempo em que o Aedes Aegypti era considerado um vetor de transmissão da dengue somente no verão. 
 
Agora, o controle e vigilância para evitar a proliferação do Aedes deve fazer parte do nosso cotidiano durante o ano todo, inclusive nas nossas piscinas.
 
Para evitar que as piscinas se tornem criadouros do mosquito Aedes Aegypti que transmite dengue, chikungunya e zika, devemos manter a água da piscina clorada o tempo todo (residual ideal: 2 a 4 ppm), e as bordas das piscinas limpas e esfregando-as semanalmente.
 
Basta a ausência de cloro na água (ou mesmo na presença de baixos teores como 0,4 ppm) para que o mosquito se sinta seguro de pôr seus ovos nas bordas da piscina. Os ovos são depositados um pouco acima do nível da água e podem ficar em dormência por até 300 dias, caso as condições não sejam favoráveis para eclosão das larvas. 
 
Mantendo as bordas da piscina sempre limpas e esfregando-as semanalmente, mesmo que o mosquito deposite seus ovos nas bordas, eles serão removidos mecanicamente.
 
Em resumo, para manter a água da piscina livre do mosquito Aedes, é necessário:
 
1. Diariamente, manter a água clorada o tempo todo com residuais de 2 a 4 ppm;
 
2. Semanalmente, executar a oxidação de choque e esfregar as bordas da piscina (enxaguando-as com a própria água da oxidação de choque).
 
Veja a seguir trecho da entrevista com a responsável pelo departamento técnico da Genco Química Industrial sobre o assunto para a Revista ANAPP. 
 
EXISTE POSSIBILIDADE DO MOSQUITO DA DENGUE SE DESENVOLVER NA PISCINA?
 
Sim, se a água não estiver clorada o tempo todo (residual ideal: 2 a 4 ppm). Além disso, é importante manter as bordas da piscina sempre limpas e esfregá-las semanalmente, para que no caso de o mosquito depositar seus ovos nas bordas, eles sejam removidos mecanicamente, evitando a eclosão, especialmente após as chuvas.
 
Ressaltamos também que o mosquito Aedes é muito inteligente, pois ele não deposita seus ovos num mesmo local como acontece com o mosquito Culex (pernilongo). Se encontrar meio favorável para depositar seus ovos, ele sempre os deposita em torno de três lugares diferentes em cada oviposição, por instinto de manutenção da espécie.
 
POR QUANTO TEMPO A PISCINA PRECISA ESTAR PARADA PARA OFERECER RISCO?
 
Basta a ausência de cloro na água (ou mesmo na presença de baixos teores como 0,4 ppm) para que o mosquito se sinta seguro de pôr seus ovos nas bordas da piscina. Os ovos são depositados um pouco acima do nível da água e podem ficar em dormência por até 300 dias, caso as condições não sejam favoráveis para eclosão das larvas.
 
TELEFONES ÚTEIS:
Disque Saúde:  0800 61 1997
Ministério da Saúde: (61)  3315-2400 - http://portalsaude.saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde: (61)  3315-3641 
Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue: (61) 3315-2755