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Edição 51 - Edição Online




Supercloração ou Oxidação de Choque? O que é, por quê, quando, como e quanto?


O que é? 
 
Você certamente já ouviu falar da necessidade da supercloração ou cloração de choque periódica. Na verdade, essa operação é uma oxidação (deveríamos chamá-la de oxidação de choque) e consiste na adição de uma quantidade relativamente grande de oxidante à água da piscina.
 
Por quê? 
 
A finalidade da oxidação ou oxidação de choque é eliminar (por oxidação, queima) os contaminantes nitrogenados (que contêm nitrogênio) e outros compostos orgânicos que podem causar três problemas sérios para a qualidade da água e a segurança e conforto dos usuários: 
 
 

1. Materiais de origem amoniacal e orgânicos combinam-se com odoro livre (o poderoso desinfetante da água) gerando demanda de cloro (consumo de cloro):

 

2. Quando esses materiais contêm nitrogênio, sua combinação com o cloro livre dá formação às cloraminas (ou cloro combinado), compostos que transmitem cheiro irritante de cloro à água e ao ambiente (muito acentuado em piscinas internas);

 

3. O acumulo de poluição de origem orgânica serve de alimento para bactérias, turva água, torna-a viscosa e desagradável ao tato. Alto residual de cloraminas pode causar coceiras, irritação da pele e até queda de pelo.

 

 

Em princípio, o cloro reage com todo e qualquer material amoniacal e orgânico, por isso ele foz parte da maioria dos compostos químicos conhecidos. É claro que, uma vez reagido, ele perde sua capacidade desinfetante, que é sua principal e imprescindível missão no tratamento de água de piscinas e na qual é realmente imbatível. 
 
A formação das cloraminas é bom exemplo da reatividade do cloro: compostos de nitrogênio (suor. óleos da pele e de cosméticos, urina e muitos outros), têm a capacidade ele consumir altas dosagens de cloro. Uma molécula contendo nitrogênio primeiro se combina com uma molécula de cloro livre para formar a monocloramina, depois com uma segunda forma: a dicloramina e, depois, com uma terceira: a tricloramina: é necessária uma quarta molécula de cloro livre para liquidar com a tricloramina. Considerando-se seus pesos moleculares (52.5 para HOCl e 14 para NH3), isto significa que apenas 1 grama de amônio contaminante consumirá 20 gramas ele cloro livre antes de ser destruído. Qualquer qualidade de cloro livre inferior a isto só produzirá as cloraminas, isto é. uma oxidação parcial que só agravará o problema, sem resolvê-lo.
 
O sintoma mais característico de água contendo cloraminas (ou cloro combinado) pode ser ouvido dos próprios banhistas, especialmente cm piscinas intensamente utilizadas: a queixa comum de “excesso de cloro na água”, que, na verdade, expressa uma insuficiência de cloro. Nas piscinas internas, sente-se o "cheiro de cloro no ar(na verdade são cloraminas). Os banhistas apresentam olhos avermelhados e narinas irritadas. Nada disso é causado por cloro livre (mesmo com residuais de até 20 ppm) e sim por cloro combinado (até em concentrações de 0.05 ppm), formado pela contaminação nitrogenada e que precisa ser eliminado da água pela oxidação de choque. 
 
Quando oxidar? 
 
A oxidação de choque é necessária: 
 
1. No início ou reinício do tratamento da piscina. É a única forma de se ter certeza de que o cloro adicionado à água depois, como desinfetante (cloração de manutenção), dará origem ao cloro livre, isto é, não formará cloraminas com os compostos amoniacais, e nem será consumido por outros contaminantes orgânicos.
 
2. Após chuvas intensas, especialmente no verão, ou após uso intensivo da piscina por grande quantidade de usuários. 
 
3. Com frequência, durante o tratamento da água, conforme o tipo de piscina, intensidade de seu uso, tipo e qualidade dos contaminantes a que ela está sujeita. Em geral, é recomendável fazer a oxidação de choque periodicamente, conforme a tabela a seguir:
 
 

 

Oxidação com cloro

 

Oxidação com OXIGENCO®

1

Poderosa ação oxidante (10 a 20 ppm de cloro livre)

Poderosa ação oxidante (12 ppm de OXIGENCO® + 1 a 3 ppm de cloro); sinergia dos dois produtos produz melhores resultados do que cada um separadamente

 

2

Poderosa ação desinfetante

Não tem poder desinfetante, por isso se utiliza na presença de residual desinfetante de cloro (1 a 3 ppm)

 

3

Forma cloraminas (mono, di e tricloramina) com os contaminantes amoniacais antes de eliminá-los, o que causa agravamento dos odores

 

 Elimina os contaminantes amoniacais sem formar cloraminas ou odores desagradáveis

 

4

A formação de cloraminas reduz o seu poder desinfetante

Destrói as cloraminas e aumenta a eficiência da desinfecção pelo cloro

 

5

Obriga a interdição da piscina até que seu residual baixe para 1 a 3 ppm

A piscina pode ser utilizada 15 minutos após a aplicação; aumento no período de utilização da piscina

 

 

6

Não pode ser aplicado diretamente a piscinas de fibra, vinil ou pintadas sem dissolução prévia, para evitar descoramento de superfícies e trajes de banho

 

Não provoca descoloração de superfícies nem de trajes de banho pode ser adicionado diretamente à água sem pré-dissolão

 

 

7

Tratamento corretivoa oxidação com cloro resolve o problema após o seu aparecimento

Tratamento preventivo, uma vez adotada uma rotina de oxidação frequente com OXIGENCO® ela estará sempre prevenindo o problema 

 

A oxidação pode fazer toda a diferença entre uma água bem tratada e uma água simplesmente clorada, ainda que esta cloração seja de forma constante e regular. A água oxidada exibe o brilho cristalino característico que nenhuma outra água tem: a cor azul, natural da água, se sobressai. Essa é a água convidativa que todos devemos ter em nossas piscinas. Na água oxidada, a cloração tem eficácia garantida, gerando sempre cloro livre, o desinfetante necessário que garante nossa saúde. 


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