Revista Pool-life | Edição 68


PARECE ATE BRINCADEIRA, MAS UM MOSQUITO QUE MEDE MENOS DE UM CENTÍMETRO, TEM APARÊNCIA INOFENSIVA, COR CAFÉ OU PRETA E LISTRAS BRANCAS NO CORPO É O CAUSADOR DE UMA DAS DOENÇAS MAIS ALARMANTES NO PAÍS. SAIBA QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONSTATOU UM AUMENTO NO NÚMERO DE CASOS NESTE ANO. PARA EVITAR A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO, ARME-SE COM NOSSAS DICAS!
 
 
É durante o verão, início da temporada de chuvas, que a dengue volta a ser uma ameaça à saúde do brasileiro. País tropical, com condições socioambientais favoráveis à expansão do mosquito transmissor da doença — Aedes aegypti — o Brasil sofre com o retorno pontual da virose desde 1976. Mas não é somente no país que a doença se alastra. A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que, de 50 a 100 milhões de pessoas são infectadas anualmente em mais de 100 países de todos os continentes, exceto na Europa.
 
Mesmo com as campanhas feitas todos os anos no Brasil, os números ainda preocupam. Para se ter urna ideia, nos primeiros sete meses deste ano foram notificados 154.510 casos, contra 90.510 no mesmo período de 2004.
 
O aumento no número de registros de dengue no país levou o Ministério da Saúde a intensificar as campanhas preventivas nos Estados e municípios e antecipar o LIRAA (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti), que mapeia a incidência da doença.
 
Ainda não se pode falar em epidemia, mas o Ministério da Saúde já tomou providências. No último dia 19 de novembro, foi lançada a campanha publicitária do Dia D de Combate à Dengue, que teve o slogan “Não deixe a dengue estragar o seu verão”. A ação visa mobilizar a população e conscientizá-la sobre os criadouros do mosquito.
 
A reprodução facilitada do Aedes aegypti dificulta o combate. Qualquer recipiente que armazene água — das caixas d'água aos buracos de árvore — pode ser um foco para o mosquito. Sabe-se que, em 90% dos casos, esses focos estão nas residências.
 
Ao ser picada por um mosquito infectado, a pessoa pode contrair duas formas de dengue, a clássica ou a hemorrágica. Nos dois casos, após o período de incubação da doença — que varia de três a quinze dias — é que os sintomas aparecem. No primeiro caso, são comuns a febre alta, a forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de paladar e de apetite, manchas e erupções na pele, náuseas e vômitos, tonturas, cansaço e muita dor nos ossos e articulações. No segundo caso, além de todos esses sintomas, após a febre, surgem sintomas mais graves: dores abdominais, vômitos persistentes, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência. Como na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, é preciso levar o paciente imediatamente a um posto de atendimento, caso contrário, a doença pode levar a morte em ate 24 horas.
 
Estatísticas do Ministério da Saúde revelam que cerca de 5% das pessoas que contraem dengue hemorrágica morrem. O objetivo é reduzir esse número para 1%.
 
Embora existam quatro sorotipos do vírus da dengue, no Brasil não existe circulação do tipo 4. Uma pessoa que já contraiu dengue fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, no entanto, pode ser contaminada pelas outras três formas conhecidas do vírus.
 
A comunidade científica internacional e brasileira trabalha a fim de encontrar uma vacina que combine todos os vírus da doença e seja eficiente no seu combate. Estima-se que este imunizador seja encontrado em, no máximo, cinco anos. Outras pesquisas vigoram a respeito do tema. Uma delas, conduzida pela espe­cialista em biologia molecular, a mexicana Verônica Dominguez, prova que as sementes da graviola são um poderoso inseticida que acaba com o mosquito transmissor da dengue, além de destruir as larvas do inseto. A substância inibe as mudanças morfológicas, detém a metamorfose do inseto e impede que passem para fase adulta.
 
Por enquanto, a única vacina é a mobilização da sociedade. Isso significa: se cada um ficar atento ao meio em que vive, o ciclo de transmissão do vírus será interrompido.
 
O Ministério da Saúde mantém uma central de atendimento para tirar dúvidas sobre a doença, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9 as 21 h. Basta ligar para 0800-70227.
 
CONFIRA ALGUMAS DICAS PARA EVITAR A DENGUE, NOS DEMAIS LOCAIS DA RESIDÊNCIA E DE USO PÚBLICO, DE ACORDO COM A SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO:
 
 – Colocar no lixo latas, garrafas, potes e outros objetos sem uso que possam acumular água. Não deixá-los em quintais, nem jogar em terrenos baldios.
 
 – Os pneus fora de uso devem ser mantidos secos e em local coberto, protegidos de chuva.
 
 – Manter bem fechados latões, poços, cisternas, caixas d'água e outros depósitos de água para consumo, impedindo a entrada de mosquitos. Vedar com tela fina aqueles que não têm tampa própria.
 
 – Não cultivar plantas em jarros com água. Plantá-las sempre em vasos com terra. Colocar areia nos pratos dos vasos de plantas.
 
 – Evitar o cultivo de bromélias e plantas parecidas, substituindo-as por outras, pois acumulam água e podem tornar-se criadouros de mosquitos.
 
 – As calhas devem ser mantidas limpas e desentupidas, removendo-se folhas e materiais que possam impedir o escoamento da água.
 
 – As lajes devem ser mantidas limpas e secas.
 
 – Lagos, cascatas e espelhos d'águas decorativas devem ser mantidos limpos. A criação de peixes é aconselhada, pois estes podem comer as larvas de mosquitos.
 
 – Outra opção é manter a água tratada com cloro.
 
 – Verificar se há entupimento em ralos de cozinha, banheiro, sauna e ducha, providenciando imediatamente seu desentupimento. Se estes não estiverem sendo utilizados, mantê-los fechados.
 
 – Deixar a tampa dos vasos sanitários sempre fechadas. Em banheiros pouco usados, deve-se dar descarga uma vez por semana.
 
 – Os vasilhames para água de animais domésticos devem ser lavados com bucha, sabão e água corrente pelo menos uma vez por semana.
 
CUIDADOS ESPECIAIS NAS PISCINAS DE USO RESIDENCIAL E PÚBLICO:
 
 – Mantenha a água da piscina sempre bem tratada e clorada o tempo todo (veja o tratamento de manutenção na página 14).
 
 – Limpe as bordas com frequência, utilizando o LIMPA BORDAS GENCO®, esfregando-as com esponja ou escova adequada. Preste atenção nas bordas e beiradas da piscina, principalmente em locais sombrios, que costumam abrigar larvas do mosquito. Na existência dessas larvas, reveja o tratamento da água.
 
 – A filtração deve funcionar pelo tempo necessário para que a água permaneça transparente.
 
 – Em caso de uso de uma capa, a combinação desta com o uso do clorador flutuante GENCO® (contendo GENCLOR TABLETES®) é um casamento perfeito para a prevenção da doença. Devem ser tomados todos os cuidados necessários para não deixar espaços por onde o vetor possa entrar e também evitar acúmulo de água sobre a capa (colocar uma bola inflável no meio da piscina, debaixo da capa, por exemplo).
 
 – Em piscinas menores (1.000 a 3.000 litros) que não dispõem de nenhum tipo de equipamento e que não possam ser tratadas com cloro ou esvaziadas, pode-se adicionar cerca de 20 gramas de sal de cozinha (cloreto de sódio) por litro de água. O sal, nessa concentração, impede o desenvolvimento de larvas do mosquito.
 
 
Thais Lauton
 

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