Revista Pool-life | Edição 68


A MODA PRAIA QUE INVADIU AS PASSARELAS DAS EDIÇÕES MAIS RECENTES DO SÃO PAULO FASHION WEEK E DO FASHION RIO PROVA QUE NÃO HÁ LIMITES PARA A CRIATIVIDADE. ESTAMPAS, LISTRAS, BRILHOS E ARTESANATO PREDOMINARAM EM COMBINAÇÕES IRRESISTÍVEIS. APROVEITE 
PARA FICAR POR DENTRO DO VERÃO 2006, ANTES DE SAIR ÀS COMPRAS.
 
 
Tudo pode até que se prove o contrário. Essa é a melhor definição para o que foi apresentado nas últimas edições do São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, em junho deste ano. Os principais estilistas de moda praia trouxeram composições inovadoras, novos tecidos e diferentes modelagens para saudar o verão 2006.
 
As novas criações de Amir Slama para a Rosa Chá transformam roupas em maiôs, biquínis e saídas de praia. Inspirado na explosão renascentista e na liberdade religiosa que tomaram Recife durante os sete anos de governo do conde Maurício de Nassau a partir de 1637, Slama ressaltou o sertão, o cangaço, o maracatu e toda a expressão cultural do agreste. 
 
ÁGUA DE COCO  – www.aguadecoco.com.br
 
As cores usadas pelos pintores Franz Post e Albert Eckhout para retratar o Brasil da época também serviram como referência. São elas: rosa chá, bege, marrom e variações ombré (esfumaçados e sombreados). Tecidos planos, como a palha de seda e o, Georgete, e tecnológicos, como uma nova cambraia com fio Amni, de secagem ultrarrápida, aparecem com novas fórmulas desenvolvidas especialmente para a Rosa Chá pela Pettenati: Acqua Swim, Micro Touch e Malha Viscose.
 
A carioca Blue Man, de David Azulay, mergulhou nas telas da artista carioca Beatriz Milhazes e da paulista Tarsila Amaral para criar uma coleção com muita luminosidade e alegria. A ideia de Azulay e da estilista Marta Reis era a de pintar nos corpos bronzeados a sua arte. Isso foi conseguido com as estampas Trópicos e Luau. Os maiôs e biquínis Icem em versões cavadas, que evocam a feminilidade.
 
Comemorando 15 anos de moda, a Marítima foi à Índia em busca de exotismo e sofisticação e trouxe uma mescla de desenhos de procedência árabe com a pura tradição hindu. A marca evidenciou estampas, cores e padronagens de forte impacto visual, que descombinam e combinam entre si. O clima hippie dos anos 70 também é notado nos ricos detalhes artesanais: bordados, aplicações, pedrarias, cristais, couro natural e joias com look customizado. Os biquínis vêm com modelagens comportadas ou em pequenos formatos, e os tops são estruturados com bojo, frente única ou cortininhas.
 
Mais romântica, a Água Doce traz o clima bucólico do campo em uma coleção bem delicada. Os biquínis aparecem com lacinhos, pompons, estampas miúdas ou ainda misturam diferentes texturas a motivos florais. Dá para encontrar muito azul, amarelo, rosa, vermelho e branco. Uma revolução da marca: a mesma tecnologia empregada na confecção de lingerie aparece nos tops, que ganham sustentação, sem perder a graciosidade — garantida pelas pregas e babadinhos de tule. As peças em elastano, que imitam lasie de algodão, também são destaques da linha 2006.
 
As novas construções propostas pela Água de Coco prometem inovar a moda praia. A marca surpreendeu ao mostrar biquínis jeans de lurex e lycra, maiôs de crochê cor da pele, estampas camufladas de temas marítimos e amarrações e nós que dão forma aos maiôs. Conchas do mar aparecem estampadas, aplicadas ou como penduricalhos nas peças. A carcela de cores vai desde os tons mais frios de azul, turquesa, verde, listras marinho e branco até os quentes vermelho, marrom, laranja e dourado. As sobreposições de estampas, listras, crochês, pedras e brilhos também marcam a coleção. Difícil vai sei resistir a todas estas tentações!
 
Thaís Lautos

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