Revista Pool-life | Edição 72


Revista da Piscina – Nº72 – Outono / 2009.

 

Automatização do tratamento com Geradores de Cloro

A primeira pergunta que geralmente nos fazem é se se trata de um ionizador de cobre (o dispositivo que libera íons de cobre na água). Certamente a resposta é não! Um gerador de cloro – como o nome diz – produz cloro no próprio local da instalação e o faz por um processo chamado eletrólise, da mesma forma como é feito na indústria, a partir de sal, água e eletricidade.

A segunda idéia que os consumidores fazem é que um gerador de cloro é mais indicado para piscinas de clubes, academias etc. Não é bem assim. Na verdade, embora o aparelho possa ser instalado em qualquer piscina, ele foi desenvolvido visando especialmente as piscinas residenciais cujos proprietários desejam a comodidade da automatização e a segurança e tranquilidade que somente o cloro pode proporcionar no tratamento da água; é por essa razão que os dois modelos disponíveis (modelo G60 e TB60 e modelo G100 e TB100) são destinados a piscinas de até 60.000 litros e até 100.000 litros, que englobam praticamente 95% das piscinas residenciais. Se considerarmos a instalação de um par de unidades do modelo 100 (em paralelo) então poderia ser tratada uma piscina residencial de até 200.000 litros. Bem, isso certamente engloba 99,99% das piscinas residenciais.

Exceto pela adoção dos modernos eletrodos de ligas metálicas especiais que foram desenvolvidos nas décadas de 1960 e 1970, a tecnologia utilizada no Gerador de Cloro Aquablue é a mesma desenvolvida por Faraday nos idos de 1830, que nada mais é do que uma usina de cloro em miniatura e funciona da mesma forma que as grandes fábricas. Esses eletrodos são fabricados de ligas especiais de titânio com revestimento de metais nobres do grupo da platina e geralmente apresentam tempo de vida útil que supera 5 anos. (Um eletrodo de aço inoxidável em seu lugar poderia durar no máximo algumas horas).

O Gerador de Cloro Aquablue se constitui de duas partes principais: uma fonte de alimentação para conversão da energia elétrica da rede, a qual é instalada numa parede da casa de máquinas, e a célula eletrolítica, que é acoplada diretamente na tubulação de retorno da piscina e onde ocorre a eletrólise propriamente dita.

O sal (NaCl – cloreto de sódio) é adicionado à água da piscina, de uma só vez, num teor de 4.000 ppm (4 kg/m2). Quando a motobomba faz a água passar pela célula, esta é energizada e ocorre a reação de formação de gás cloro, soda cáustica e hidrogênio, conforme as seguintes reações:

2 NaCl + 2 H2O —> Cl2 + 2 NaOH + H2 (Eq. 1)

(sal + água —> cloro + soda cáustica + hidrogênio)

O cloro e a soda produzidos reagem instantaneamente para formar o hipoclorito de sódio:

Cl2 + 2 NaOH —> NaOCl + NaCl + H2O (Eq. 2)

(cloro + soda —> hipoclorito + sal + água)

O hipoclorito de sódio reage com a água para formar o ácido hipocloroso (o mesmo poderoso agente oxidante e desinfetante gerado pela mistura do cloro gás com a água). A mistura formada (hipoclorito, ácido hipocloroso, água e hidrogênio) é continuamente conduzida para o tanque da piscina, onde o hidrogênio, por ser insolúvel, é ventilado para a atmosfera na forma de minúsculas bolhas, e os demais se espalham pela piscina, mantendo-a sempre clorada.

O cloro formado, após oxidar alguma substância, ou se decompor por ação da luz solar, regenera o sal (NaCl) novamente, portanto teoricamente não há consumo de sal. Na prática, entretanto, há perdas não evaporativas de água da piscina, em retrolavagens, transbordamentos, etc.; será necessário, então, repor na água a certos intervalos (geralmente de 4-6 meses) a quantidade de sal perdida no período, para recompor a dosagem inicial de 3.000 ppm.

Como sabemos a radiação solar decompõe 90% ou mais do cloro adicionado às piscinas e isso pode reduzir drasticamente a eficácia da cloração. Portanto, com o Gerador de Cloro Aquablue é necessário a estabilização da piscina com Estabilizante de Cloro Genco para garantir a eficiência da cloração se a piscina estiver exposta à luz solar. Contudo essa tarefa só precisa ser executada uma vez por ano, no início da temporada.

Uma vantagem muito importante que o Gerador de Cloro Aquablue proporciona é a automatização do tratamento. Instalando-se um timer adequado e acoplando-se a ele o Gerador de Cloro Aquablue a motobomba, basta programar no timer o tempo diário de funcionamento da motobomba para ter-se qualidade de água impecável, automaticamente, sem qualquer trabalho ou preocupação. Sem manusear qualquer recipiente de cloro. Ou seja, um tratamento com cloro, sem cloro.

Ao gerar cloro dentro da célula e diretamente na água, esta é superclorada, o que impede o acúmulo de cloraminas; superclorações já não serão mais necessárias. Como a água é mantida sempre clorada, algicidas e algistáticos também são dispensáveis. E mais: a soda cáustica formada neutraliza a acidez gerada pelo cloro gás e o pH praticamente não se altera, o que diminui o consumo de corretivos de pH.

Há ainda a manutenção de melhor qualidade da água porque o Gerador de Cloro Aquablue produz o cloro e dosa na água continuamente e não de vez em quando; com a dosagem automática não é necessário fazer essa operação manualmente. Isso significa maior proteção para os usuários.

Um gerador de cloro elimina ainda a necessidade de viagens frequentes para compra de cloro, de seu transporte de um lado para o outro e ainda de sua armazenagem e manuseio. Todas essas operações geram riscos dos mais diversos tipos.

 

A amortização do investimento

Todos os custos computados, estima-se que a instalação de um Gerador de Cloro Aquablue se pague em cerca de 2 anos, considerando os preços atuais do cloro granulado.


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