Edição 48 - GENCO comemora 25 anos


Durante nove meses o feto se desenvolve no útero da mãe, imerso no líquido amniótico. 
 
Graças a este líquido. o bebê pode movimentar-se com bastante liberdade. É possível treinar vários tipos demovimento, que envolvem desde os músculos, as articulações até os tendões. pois está protegido e embalado neste tranquilo e acolhedor ambiente. Após o nascimento, ocasião em que é retirado do meio líquido que lhe era tão familiar. o bebê entra em contato com o meio líquido novamente através do banho. O banho é importante para o bebê não só por motivos de higiene: é uma oportunidade de o bebê se exercitar, já que o meio líquido é bastante favorável, na medida cm que permite uma série de movimentos que só seriam possíveis posteriormente, se praticados fora daquele meio. Assim, durante o banho, além de treinar movimentos dentro da banheira, o bebê ainda interage com os pais, brinca, etc.
 
E é justamente neste contexto que a natação para bebês se apresenta como uma excelente alternativa para estimular o desenvolvimento de suas capacidades de movimentação, sensibilidade e interação com o meio. Como veremos mais adiante, a estimulação aquática em bebês traz vários benefícios para os mesmos, englobando desde o desenvolvimento físico e psíquico, até o social. 
 
Outro aspecto favorável à natação para bebês é o reflexo de glote, reflexo que os bebês possuem (assim como o reflexo de sucção) desde o seu nascimento até aproximadamente 1 ano de idade, variando conforme cada bebê. Este reflexo consiste no bloqueio das vias respiratórias através da glote, estimulação aquática se coloca como uma excelente alternativa, pois possibilita que os bebês, em um ambiente saudável, possam explorar, brincar e fortalecer o vínculo com os pais. recebendo sempre estímulos afetivos. 
 
Além de contribuir, portanto, para o desenvolvimento emocional do bebê, a estimulação aquática também traz benefícios no que diz, respeito ao aspecto psíquico: propicia maior rapidez de resposta do bebê a estímulos externos, torna o bebê mais atento e auxilia o desenvolvimento da coordenação motora. 
 
Por tratar-se de uma atividade desenvolvida na presença da mãe ou acompanhante, do professor, de outros bebês e suas respectivas mães, a natação se revela como uma excelente oportunidade de o bebê interagir em grupo com brincadeiras, saltos e mergulhos, facilitando sua sociabilização. 
 
Sob o aspecto físico, são inúmeros os benefícios que a natação proporciona aos bebês. Dentre os mais importantes, podemos destacar o fortalecimento do tônus muscular, ação positiva nos aparelhos circulatório e respiratório, melhora do apetite e sono mais regulado. Resumindo, a natação permite que o bebê se desenvolva melhor e que tenha um crescimento mais saudável e equilibrado. 
 
 
Iniciando o bebê na natação 
 
A natação é indicada para bebês com idade mínima de 3 meses, pois já possuem boa sustentação da cabeça e também já tomaram as primeiras vacinas. Nesta fase, os bebês ainda não estão aptos a nadar: eles necessitam de ajuda, realizam movimentos similares ao nado e, principalmente, aprendem a “sobreviver” na água. Somente após 3 ou 4 anos de idade os bebês estarão aptos a nadar, conforme seu desenvolvimento psicofísico. 
 
No início é importante que a mãe esteja presente durante as atividades, não para auxiliar ou facilitar o trabalho do professor, mas devido ao fone ligação entre mãe e filho, que certamente interfere na adaptação e desenvolvimento do bebê nesta atividade. A mãe fornecerá, portanto. o apoio emocional de que ele precisa. Caso não seja possível a presença da mãe durante as aulas, deverá acompanhar o bebê a pessoa que tenha com ele a maior afinidade possível (por ex: o pai, a avó ou o avô). Após os dois anos de idade, ele torna-se mais independente, e a presença da mãe deixa de ser necessária e determinante na sua adaptação à natação. 
 
Devemos ressaltar que os bebês, a princípio, não têm medo de nada; dependerá de cada mãe não lhes transmitir medo, insegurança e nem lhes causar nenhum trauma. Como eles têm as reações baseados cm suas mães, é fundamental que estas trabalhem com o seu bebê em um ambiente descontraído. Calmo, que conversem alegremente e cantem baseante com o bebê.
 
Considerando-se que a natação representa para o bebê uma experiência inteiramente nova, e que este normalmente precisa de cuidados especiais, é fundamental o acompanhamento atento de um pediatra, principalmente no primeiro ano. Além disto, a natação não deve coincidir com os horários de necessidades do bebê, lais como horário de alimentação, horário de digestão e de sono. 
 
 
Cuidados especiais 
 
É de extrema importância observar todos os aspectos que contribuem com a saúde e segurança das mães e cios bebês. O bebê deve permanecer sob a vigilância total de um adulto quando estiver na piscina ou em seus arredores. É preciso observar sempre a manutenção adequada nas imediações, evitando-se pisos escorregadios, azulejos quebrados, produtos químicos mal guardados, etc. A água da piscina deve ser sempre muito bem tratada (o pH e o cloro devem ser constantemente controlados) e sua temperatura adequada (o bebe não deve sentir frio ou incomodo). 
 
Por fim, cabe destacar que o fato de o bebê chorar quando estiver dentro da piscina ou entrando nela, não representa normalmente uma situação alarmante. Neste tipo de situação é preciso buscar as razões do choro: fome, sono, cólicas, ansiedade, susto, impaciência, frustração, movimentos inadequados, ruídos, frio, etc. Após ter descoberto o motivo do choro, é preciso resolver o problema calmamente, se possível sem sair da pisei na com o bebê.
 
Prof. Juliana Carla Janssen Barbosa* e Prof. Cláudia Melem**
 
 
Colaboraram com esta matéria:
 
*Prof. Juliana Carla Janssen Barbosa
Formada em Educação Física com Curso de Especialização na Universidade de Koln, Alemanha, e na Faculdade de Moscou; Professora e Coordenadora da Escola Maré de Natação e Palestrante em Cursos, Academias, Congressos e Universidades por todo o Brasil.
**Prof. Cláudia Melem
Coordenadora técnica da Unidade de Hidroginástica do Hospital e Maternidade Santa Joana.
R. do Paraíso, 490 São Paulo – SP
E-mail: stjoana@saudetotal.com.br (do Hosp. E Maternidade Santa Joana) e melem@uol.com.br (da Prof. Cláudia Melem)

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