Revista Pool-life | Edição 65


Imagine o cenário: ambiente com decoração aconchegante e sutil, luz de velas, música suave em volume de repouso, seu corpo inteiro mergulhado em água agradavelmente aquecida, sais termais acalmando seus músculos, óleos essenciais perfumando sua pele e espalhando-se pela atmosfera envolvente. Não, isso não é cena de cinema. É um banho de ofurô e pode ser experimentado até em clínicas de estética e terapêutica, que oferecem esse serviço como complemento de seus tratamentos corporais, junto com cromoterapia, aromaterapia etc. 
 
Mas também pode ser feito em sua própria casa. Basta um pequeno espaço e um ofurô para que a sensação dos toques delicados e mágicos da água, que só a cultura japonesa pode ensinar, proporcione a você um banho revigorante como um presente dos deuses. 
 
Quem assistiu ao filme O Ú1timo Samurai, além da bela fotografia e ótimo conteúdo, teve a oportunidade de conhecer um autêntico ofurô japonês à moda antiga: de pedra, tradicional e, para surpresa de muitos, a imagem ali apresentada não corresponde à mitológica tina redonda de madeira, tão divulgada aqui no Brasil. Para quem ainda não sabe, a palavra “furo” significa banheira no idioma japonês, e quando acrescida da vogal “o” no início da palavra ganha um aspecto de reverência, algo parecido em nosso idioma com a expressão “O senhor” ou “A senhora”. Poderíamos assim traduzir o significado de ofurô por “A senhora banheira”. 
 
O início desta história remonta ao antigo Japão. Este país é uma ilha de origem vulcânica, com a presença de muitas fontes termais que deram origem aos famosos banhos orientais. Hoje, essas maravilhas da natureza são quase inexistentes em razão do elevado crescimento da população local e foram sendo substituídas, ao longo da história, por banheiras construídas pelo homem, com diversos tipos de materiais, e que, com o tempo, foram sendo levadas para o interior das moradias. Na ordem cronológica: banheiras de metal, alvenaria, madeira e fibra tomaram conta de forma definitiva dos hábitos japoneses. Hoje mais de 70% dos ofurôs no Japão são confeccionados em fibra, não só pelo altíssimo custo da madeira mas também por causa de sua praticidade, capacidade de isolamento térmico e facilidade de higienização, além do fato de serem portáteis, o que dispensa sua fixação em alvenaria. 
 
São muito comuns, no Japão, os ofurôs coletivos em casas de banho, hotéis e até nas grandes fábricas, onde as empresas os disponibilizam para seus funcionários.
 
A madeira mais adequada para a fabricação de ofurôs é o cedro-rosa, que, além de resistente, exala um aroma suave e agradável. 
 
Mas não é o material de que é feito o ofurô que caracteriza a técnica do banho, e sim o formato da banheira, bem mais profunda e mais curta que uma banheira ocidental, permitindo ao usuário tomar banho com o corpo totalmente submerso, em posição fetal, com a temperatura da água entre 36 e 40°C. Essa combinação permite um retorno simbólico ao melhor período da vida de uma pessoa, segundo a filosofia oriental: sua gestação. Além de ser um tratamento térmico, que promove, antes de tudo, um aumento no metabolismo orgânico e uma poderosa desintoxicação. 
 
Nos últimos dois anos, vem crescendo no Brasil a procura por esse tipo de banheira nas clínicas de estética, cabeleireiros, spas, clínicas terapêuticas e por usuários que encontram nela uma forma simples e agradável de prevenir o envelhecimento e manter a saúde. 
 
Ofurô e Spa: cortesia de Metalúrgica Albacete e Piscinashop 
Telefone: (11) 4152-2616 

COMPARTILHE:

Copyright © 2018 GENCO® | Todos Direitos Reservados

www.genco.com.br | www.gencopet.com.br | www.aquatrat.ind.br