Revista Pool-life | Edição 67


NADA DE DEIXAR A PISCINA DE LADO SÓ PORQUE O INVERNO CHEGOU! APROVEITE PARA CONHECER AS ALTERNATIVAS AO AQUECIMENTO ELÉTRICO E ESCOLHA A QUE MELHOR PREENCHE SUAS NECESSIDADES. OPÇÕES NÃO FALTAM! 
 
 
TROCADOR DE CALOR
 
O próprio nome traduz o funcionamento do trocador de calor. Como um ar-condicionado invertido, o aparelho suga o calor do ar ambiente e o transforma em calor para a piscina, que pode atingir a temperatura de 28°C. Sua eficiência depende de fatores externos, entre eles, a dimensão da piscina, localização e incidência solar. Mesmo tendo uma ligação elétrica — similar em consumo a uma geladeira — acumula bons números quando comparado a outros sistemas. É 80% mais econômico que um aquecedor elétrico e 55% que um aquecedor a gás. “Ele utiliza 20% de energia elétrica. Somente o compressor e ventilador se movimentam através da energia, ou seja, 80% são realizados através da troca de calor com o ar quente encontrado na atmosfera”, frisa Fábio Zanetti, coordenador de comunicação da Sodramar. Os modelos variam de acordo com o volume de água da piscina. Independente do modelo escolhido, vale a dica dos fabricantes de usar capa térmica para preservar a temperatura da água por mais tempo.
 
AQUECEDOR A LENHA
 
Os aquecedores a lenha voltaram a ser atraentes em especial, fora das regiões urbanas, que mantêm restrições quanto à queima da lenha — em função do custo mensal muito inferior aos outros tipos de aquecimento. "É de 10 a 15 vezes mais econômico que o gás", justifica o engenheiro industrial, da Hidrotécnica, Waldomiro Gross Júnior. A favor da lenha, no Brasil, aliam-se o grande potencial de produção a partir do reflorestamento e a possibilidade de aproveitamento de resíduos da construção civil e da indústria moveleira. Para minimizar os efeitos da queima, o ideal é o uso de filtros de fuligem e lavadores de fumaça. “A instalação requer apenas local para a armazenagem da lenha, chaminé para a dissipação da fumaça e mão de obra para a alimentação da fornalha”, completa Júnior.
 
AQUECEDOR SOLAR
 
Ecologicamente correto, limpo e de custo mensal baixo, o aquecedor solar rouba as atenções quando o assunto é aquecimento. O mercado disponibiliza dois tipos distintos: as placas coletoras de alumínio e vidro com tubos de cobre no interior e as placas com tubos de polipropileno aparente, resistentes ao calor, aos raios ultravioleta e aos produtos químicos. Ambos têm funcionamento parecido: “recebem o calor e o transformam em água para o reservatório”, revela Demétrio Cabello Rodriguez, diretor comercial da Ouro Fino. No caso específico da piscina, não há a necessidade de reservatório, pois a mesma desempenha essa função. Em média, o aquecedor solar atinge até 10°C acima da temperatura ambiente, mas isso varia de acordo com a incidência externa de calor. “Todo sistema de aquecimento solar precisa de um apoio, seja elétrico ou a gás, para os dias de baixa insolação. E, mesmo nestes períodos, a economia conseguida com o aquecimento solar é comprovadamente alta”, explica Regina Romanini de Oliveira, gerente de marketing da Transen. A área de coletores de polipropileno necessária varia conforme o clima. Em regiões frias, deve-se utilizar 50% a mais do que a área da piscina, em regiões temperadas, 20% a mais, e em regiões quentes, quantidade semelhante à área da piscina. No caso das placas coletoras com tubos de cobre, os tamanhos são variados. O que permanece intacta é a quantidade de placas, que deve ser igual à área da piscina. “Sugerimos os modelos de 1 m2 para as regiões Norte e Nordeste, já os de 2 m2 são ideais para o Sul do Brasil”, acrescenta Rodriguez. Geralmente ficam em cima do telhado, mas podem ser dispostas em um terreno ou laje, desde que seja instalada uma motobomba para a circulação da água.
 
AQUECEDOR A DIESEL
 
É indicado para academias, escolas e instalações que necessitem manter a temperatura constante da água, mesmo nos dias mais frios. O retorno da água é desviado para o aquecedor, que pode ficar dentro da casa de máquinas. É preciso instalar um tanque para o combustível e uma chaminé. “O queimador vaporiza o diesel e o injeta, com o ar, em uma fornalha lacrada onde ocorre a combustão. O calor é transmitido para a água da piscina através de trocador de calor. A queima não produz fumaça nem barulho significativo”, diz Júnior.
 
O engenheiro da Hidrotécnica acrescenta: “Embora o investimento seja relativamente alto para piscinas pequenas, permite um aquecimento inicial rápido se comparado aos outros sistemas, o que o torna interessante para piscinas residenciais usadas somente nos fins de semana”.
 
AQUECEDOR A GÁS
 
Os aquecedores a gás de passagem podem ser instalados dentro da casa de máquinas, desde que provida de ventilação suficiente e de saída para a chaminé, que fará o escoamento dos gases da combustão. Em contato direto com a água da piscina, o equipamento tem redução da vicia útil. “Tudo vai depender do pH, alcalinidade e outras propriedades da água da piscina, mas em média, um aparelho que duraria até dez anos, pode reduzir a dois ou três anos sua vida”, avalia Luciano Santos, gerente de produto da Bosch.
 
A solução apontada por Santos é a criação de um sistema independente: “a água resultante da recirculação passa por um trocador de calor antes de retornar à piscina. Ao lado desta tubulação, segue outra somente com a água aquecida pelo equipamento a gás, assim a troca de calor não é direta”, acrescenta. Nesse caso, é preciso manter um reservatório de 5 a 10 1 de água para o aquecedor a gás. Piscinas com pouco volume d'água podem usar equipamentos menores, mas o recomendado são modelos a partir de 22 1, que aquecem entre 12 e 14 horas. O consumo máximo de gás natural em modelos de 22 1 gira em torno de 3 m3/h. Para o gás GLP, a conta fica em 2 kg/h.
 
Thaís Lauton
 
 
COLABORAÇÃO
 
AGUAÇU -
 Tel. (15) 3363-5772, Boituva, SP.
 
BOSCH - 
Tel. 0800-7045446, São Paulo, SP.
 
HIDROTÉCNICA - 
Tel. (43) 3315-3030, Londrina, PR.
 
OURO FINO - 
Tel. (11) 4827-0311, Ribeirão Pires, SP.
 
SODRAMAR - 
Tel. 4053-7600, Diadema, SP.
 
TRANSEN - 
Tel. 0800-7737050 ou 11E313649-2000, Birigui, SP
 
CAPAS DE PROTEÇÃO
 
Em piscinas aquecidas, a maior parte do calor é perdida pela superfície da água. Como as paredes ficam enterradas e isoladas termicamente, é a partir da lâmina d'água que o calor se dissipa. Para reduzir essa perda, todos os fabricantes são unânimes: é imprescindível o uso de capa térmica quando a piscina não está sendo utilizada. Mas não é qualquer tipo que preserva a temperatura da água. “Os ideais são os confeccionados em plastibolha, pois têm, de um lado, este material reforçado, que reduz até 75% a perda térmica, e do outro; uma superfície lisa, com tratamento contra raios ultravioleta”, diz Fábio Zanetti, coordenador de comunicação da Sodramar. Fabricada em diversos tamanhos e formatos, a capa térmica é vendida por m2.
 
A capa automatizada da Aguaçu, feita de perfis sintéticos, também é outro modelo com alto poder de isolamento térmico. O acionamento por controle remoto ou por chave comutadora facilita a abertura da mesma. A empresa possui dois tipos de capa: a DuoTherm, com perfis de 50 mm de largura e 10 mm de altura, usada apenas como proteção, e a Alpha Therm, com perfis de 50 mm de largura e 12 mm de altura — estes últimos com interior mais robusto — que suporta ate 40 kg. “O rolo de aço inox que armazena a capa tem largura máxima de 8 m e fica aparente em piscinas já construídas. Se o produto é instalado ainda durante a construção da piscina, é possível projetá-lo submerso”, explica Sidney Moraes de Arruda, coordenador técnico da Aguaçu.

 


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